O EMPREGO DA TERAPIA
COGNITIVO/COMPORTAMENTAL NO TRANSTORNO DO PÂNICO/
CONSIDERAÇÕES DA PSICÓLOGA CLÍNICA CRISTINA JATOBÁ


 A Terapia Cognitivo-Comportamental tem um campo de atuação bastante amplo. E´ empregada em diversos transtornos psicológicos, especialmente na "Síndrome do Pânico". Neste particular, tem colaborado eficazmente para o tratamento e cura de pessoas que são acometidas freqüentemente por insuportáveis crises de medo, acompanhadas por manifestações somáticas.

         A psicoterapia mencionada busca, de várias formas, produzir aquilo que se conhece como mudança cognitiva, ou seja, uma transformação nos pensamentos automáticos catastróficos e no sistema de crenças prejudiciais adquirido ao longo da vida. Assim, a Terapia Cognitivo-Comportamental objetiva, essencialmente, promover uma mudança emocional e comportamental duradoura capaz de evitar que os sucessivos ataques de pânico se configurem .

         O processo terapêutico cognitivo-comportamental é ativo, estruturado e diretivo, demandando uma grande atuação do paciente, e consiste na aplicação de uma variedade de técnicas. Em primeiro lugar, requer uma aliança terapêutica segura , empática, competente e cordial entre o psicólogo e o paciente. Depois, procura enfatizar sempre a colaboração e a participação ativa do paciente. Ainda mais, o processo terapêutico referido inclui uma explicação detalhada da teoria e da prática dessa modalidade de terapia e dos problemas que afetam o paciente. Além disso, ensina ao paciente formas de identificar, avaliar e responder aos pensamentos disfuncionais que o acompanham. Por último, contribui para que o paciente possa reconhecer os vínculos estabelecidos entre pensamentos, afetos e comportamentos.

         A prática tem demonstrado que o emprego de métodos cognitivos estanca os ataques de pânico, na medida em que os portadores dessa síndrome identificam, testam na realidade e corrigem concepções equivocadas que sempre se agregam às crises de intenso medo.

         É importante frisar, portanto, que a terapia medicamentosa e a cognitivo-comportamental funcionam de forma mais eficiente quando são empregadas solidariamente... - conclui a Psicóloga, que integra o grupo de apoio da AMPARE.


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 WILSON DE OLIVEIRA JÚNIOR

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