
Ano I - Nº 2 - Out/Nov/Dez/2001
AMPARE PARTICIPA DE SIMPÓSIO SOBRE PÂNICO
A
AMPARE participou do 1º Simpósio Pernambucano
de Transtorno do Pânico, realizado nos dias 5 e 6
de Outubro no Marante Plaza Hotel, integrando o colóquio
sobre A importância de uma instituição de
apoio aos portadores de TP . Representaram a associação Socorro Capiberibe ( Presidente ); Ivan Cadima ( Vice -Presidente ); Wagner Maia - ( Diretor Cultural)
e Conceição Catanho ( Assessora ).
O destaque
da apresentação foi a exibição de
um vídeo sobre TP, realizado por concluintes de Jornalismo
da UNICAP. Nele são entrevistados pacientes de TP, médicos
e psicólogos,
( sócios e colaboradores da AMPARE ). Na ocasião
foram entregues os títulos aos sócios fundadores
que se encontravam presentes. O Presidente do SIMEPE, Dr.
Ricardo Paiva e a Sr ª Margarida Costa Lima da Tríade Design Gráfico, receberam títulos
desócios beneméritos, pelos relevantes serviços
prestados a AMPARE. O Dr. Wilson Oliveira Júnior, idealizador
da associação, foi distinguido com o título
de Presidente de Honra.
O QUE É FOBIA?
De acordo com
alguns autores (por exemplo, Rangé 2001), a fobia é
um medo irracional ou seja exagerado, quando ocorre uma exposição
a determinados objetos ou situações temidas. A
fobia leva a pessoa a ter um comportamento de esquiva ou evitação
da situação que causa medo.Neste sentindo uma
pessoa que mora do vigésimo oitavo andar e tem medo de
elevador, subirá de escadas mesmo chegando todos os dias
cansado. Ele também poderá procurar outras formas
de "resolver" a situação como trocar
o apartamento por uma casa. A fobia faz com que o seu portador
sofra de ansiedade antecipatória. A mesma pessoa que
tem medo de elevador , pôr exemplo, ao saber que poderá
andar de elevador no final de semana antecipará a sua
ansiedade sentindo taquicardia, tremores, transpiração
em excesso, etc . Ter medo de bichos como aranhas, baratas e
cobras é normal, mas se você a restringir a sua
vida evitando situações e não consegue
mais ir para o trabalho, caminhar nas ruas, ir ao cinema, por
ter pavor de algo como o de se relacionar com outras pessoas,
certamente você está precisando de ajuda. É
bom lembrar que o medo é um sentimento normal, ele é
essencial para a preservação da espécie,
no entanto se ele começa a tomar proporções
exageradas na vida da pessoa, causando prejuízos na sua
rotina, pode ser considerado uma doença e necessita ser
tratado.
As fobias são mais comuns do que se imagina, é um dos transtornos de ansiedade mais freqüentes que o ser humano apresenta. O medo de elevador, de avião, de escuro, de água, de usar banheiros públicos são comuns. De acordo com pesquisas o medo de falar em público é o medo que está em primeiro lugar no mundo.Um estudo realizado nos Estados Unidos aponta que 25% da população apresenta transtornos fóbicos em alguma fase da vida.
As causas
da fobia estão relacionadas a fatores psicológicos
( aprendizagens, experiências reforçadoras) e
fatores orgânicos (predisposição genética).
De acordo com o psiquiatra Dorgival Caetano (1999 - exposição
no III Simpósio Integração Psicologia
Psiquiatria) a fobia é o transtorno que mais tem etiologia
psicológica.
A fobia, pôr sua vez, também pode estar associada
a outras questões, como a depressão, alcoolismo
e uso de drogas. Em casos raros, os fóbicos também
podem desenvolver crises de pânico.
Diante o objeto fóbico o organismo reage em etapas distintas e seqüentes : Ao ver ou chegar perto do estímulo ansiogênico (avião, altura, sexo oposto) o fóbico envia um estimulo para o cérebro, este estimulo é uma mensagem de alerta. No cérebro, a mensagem chega a uma estrutura chamada córtex, onde é reconhecida como ameaçadora. Rapidamente, o hipotálamo é acionado e libera adrenalina, noradrenalina, substâncias que fazem a comunicação entre as células nervosas. A partir de então uma série de efeitos psicológicos é desencadeada. Em segundos, o estímulo nervoso parte do hipotálamo para as glândulas hipófise e supra-renais. As supra-renais começa a liberar o hormônio cortisol, desencadeando as manifestações físicas de uma crise de medo, pavor, pânico.
Os sintomas podem ser descritos como: Tremores, calafrios ou ondas de calor, Transpiração excessiva, sensação de formigamento, Taquicardia e dor no peito, Náusea e vertigem, Sensação de falta de ar, aperto na garganta, Pavor de morrer, sensação de estar distante de si mesmo.
Outra forma de manifestação da fobia é através de pensamentos automáticos e distorcidos, que antecipam negativamente os fatos, diminuem a capacidade de reação positiva diante das situações temidas e retorçam a sensação de medo.
Existem algumas tipos de fobia:
Agorafobia: A pessoa evita lugares ou situações, como locais fechados ou isolados e multidões, devido à preocupação com a possibilidade de passar mal e não conseguir escapar ou obter socorro
Ansiedade Social: Preocupação com a possibilidade de fazer algo embaraçoso ou humilhante quando observado pôr outras pessoas, como falar em público ou escrever na frente de outras pessoas.
Específicas: Alguns tipos comuns relacionam-se ao medo de animais, de alturas, de voar, de ver sangue, receber uma injeção, escuro.
A doença pode e deve ser administrada. O sucesso do
tratamento dependerá do tipo da fobia, tempo da doença,
da intervenção psicológica e psiquiátrica,
assim como adesão do paciente ao tratamento: como por
exemplo seu desejo em mudar seus comportamento desadaptativos,
pois isto facilitará os exercícios de exposição
a situação temida e a reestruturar os pensamentos
distorcidos . De modo geral a eficácia da psicoterapia
cognitivo comportamental em conjunto com o uso de medicamentos
específicos para o caso tem sido demonstrada cada vez
mais através de estudos científicos.
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